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Nesse artigo, vamos trazer uma entrevista com o Presidente em exercício da ABAESP (Associação Brasileira de Apostas Esportivas). Essa Associação foi, de fato, recentemente criada para mancomunar e organizar apostadores e profissionais do ramo, tendo em conta a iminente aprovação das regulações em apostas em curso. Isto é; desde a legalização em 2018 por conta do ex-Presidente Michelle Temer. Vamos dar uma olhada no que está acontecendo nas apostas no Brasil hoje.

Muito há a ser dito e analisado pois os fatos sempre respondem a antecedentes entrelaçados em contextos dissimiles e variados. Devemos aliás, abranger e considerar todos os atores envolvidos nessa indústria em expansão.

Para isso trazemos uma primeira parte focada em Rodrigo “Loco” Alves, Presidente da ABAESP. Em uma segunda entrega, vamos ter a visão de Maria Noel Pais, trazendo a voz de empresários de apostas esportivas desde NetBet, não somente no Brasil, mas com alcance mundial. E, em terceira instancia, vamos conversar com Mateo Lenoble, de Sportradar, uma das empresas também mais relevantes na indústria.

Assim, o intuito desses artigos especiais e lhe entregar 3 visões desde distintos aspectos, além do cenário político, pois esse ângulo já é bem conhecido pela população brasileira e estrangeira. E, por tanto, agrupamos 3 protagonistas do mercado onde, os interesses são focados no progresso da indústria desde distintos ângulos.

ABAESP e as apostas no Brasil hoje

A situação está tensa no mercado de apostas. Youtube e todas as redes sociais proíbem a temática das apostas nos seus conteúdos e, a desregulação ainda é dona das problemáticas que, em aparência não seriam resolvidas ainda com a lei em vigência. Isto é, desestimular o mercado ilegal de apostas e casinos e estimular a economia brasileira, como foi dito por diversos políticos e empresários estrangeiros, incluindo ao atual prefeito do RJ, Crivella.

No mês de maio de 2019, Rui Magalhães, empresário lusitano e dono de um dos mancomunados mais relevantes em apostas no mercado europeu já havia avisado colegas, políticos, e, principalmente ao mercado em sua totalidade da inconveniência de certos formatos de apostas e erros que ainda está custando muito caro para Portugal. Isto durante a Audiência Pública impulsada pelo representante da Comissão do Esporte, Evandro Roman. Mesmo assim, a legislação resultante e que, seria aprovada em maio de 2020, seria equiparável com a legislação em apostas na Grécia.

Com esse enquadre, iniciamos a entrevista com o Presidente da ABAESP.

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Sobre as apostas no Brasil hoje e a ABAESP

Segundo o Presidente da ABAESP e o contexto atual, as apostas no Brasil

 Já inicialmente, adiantamos que o Brasil, caso a regulamentação em processo for finalmente aprovada, -coisa que os fatos estão indicando nesses momentos-, corrigimos o dito acima: as regulações serão tão boas quanto as lusitanas. Portanto, prepare-se. Essa montanha russa vai ser ou, muito alta no início, ou pronunciada demais na descida.

E, em todos os casos, incluindo um terceiro cenário onde simplesmente, não funcione, você deve estar informado. Claro que essa terceira opção, refere-se a que não funcione de acordo com os interesses de brasileiros. Mas, ainda muito há de acontecer. Inicialmente, ver o que acontece quando em vigência e, na prática. De qualquer forma, insistimos: permaneça atent@.

Segundo o Presidente da ABAESP, o fato das apostas estarem sendo reguladas já é um ponto positivo. Embora o conteúdo e a estrutura da regulamentação não sejam os adequados. É interessante também, ter em conta que, em caso de não serem aprovadas, quais as alternativas que a ABAESP crê mais convenientes. E, de que forma implementa-las. Continue conosco e confira por si, pois, há muito a ser analisado e dito ainda.

As apostas no Brasil segundo a ABAESP

Qual a sua opinião a respeito da atitude do mercado geral em relação com a criação de regulações eficientes para o Brasil? Essa foi a primeira pergunta a lhe ser feita e o Presidente da ABAESP respondeu, tendo em conta esse enquadre, onde as tributações previstas nas regulamentações em processo, excedem a produtividade brasileira.

Vamos relembrar que a porcentagem para casas de apostas e apostadores é de 30% sobre o valor. Isto é, se $100 fosse uma cifra apostada, ou, recebida pela casa de apostas, R$30 seria a fatia do fisco.

Segundo Rodrigo Alves, o mercado potencial para o Brasil, entrando em competência com os países onde as apostas são regularizadas e liberadas, “O Brasil é um mercado que desperta interesse em toda a indústria do jogo ao redor do mundo.

 Assim, as palavras do Presidente da ABAESP

Além de termos um alto potencial de mercado consumidor, temos também muitos entusiastas e apaixonados por esportes, em especial o futebol é claro. Então o fato é que todos esses players da indústria desejam ter uma licença de jogo para operar no Brasil. E a regulamentação, sendo boa ou ruim, em um primeiro momento deverá trazer uma adesão grande por parte dos operadores.

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Entenda as apostas no Brasil : a ABAESP

Isso ocorrerá em especial com as empresas de mais renome, que podem bancar os custos para se obter a licença, e dessa maneira poderiam se “arriscar” a ter a licença (ainda que as regras tributárias não sejam as mais favoráveis à eles). Afinal de contas, qual casa de apostas não deseja ter sua marca estampada em camisas de clubes de futebol, ter suas propagandas veiculadas em canais de televisão, ou até mesmo poder ser patrocinador de um campeonato de futebol nacional?

No entanto, nenhum empresário trabalha (e investe) para empatar ou para perder dinheiro. Então se na prática a operação não for sustentável e rentável para essas casas, é certo que o interesse em se obter a licença irá diminuir, e o produto oferecido por eles provavelmente, não será tão interessante para o apostador/consumidor. Isso porque os ganhos dos apostadores nas casas legais podem vir a ser tributados, e a carga tributária pode levar os operadores licenciados a oferecerem cotações mais baixas do que as casas ilegais.

Concluindo

Muito há de acontecer ainda pois, evidentemente muitas ressalvas existem ao redor da legislação a ser aprovada por conta do governo. Cabe, certamente, lembrar o espírito dessas normativas. Isto é, a situação desde 1946 no mercado até hoje e avaliar, conscientemente os caminhos que trouxeram ao Brasil até esse ponto.

Como sempre aconselhamos, permaneça informad@ e acompanhe as segundas e terceiras partes desse informe. Com o intuito de receber dados de valor e, perante tudo, com a responsabilidade de ver além da imediatez. Enquanto isso, pesquise e busque a maior -e a melhor- quantidade de pontos de vista em respeito.

Até lá, compartilhe e confira pois, conhecimento também é liberdade. E, como sempre, estaremos mais do que gratos de receber as suas opiniões, portanto comparta conosco e continue ligado as novidades.