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As apostas esportivas em corridas de cavalos viraram febre no nosso país. Certamente, brasileiros seguiram tendência britânica e tornaram o esporte popular no país, sendo assim, a primeira casa de apostas do Brasil. Vamos analisar a evolução desse esporte no Brasil e dar uma olhada na história para entender como o amor pelos cavalos viraram paixão. 

Com o intuito de descobrir a trilha da primeira casa de apostas do Brasil, vamos mergulhar na história para entender melhor como é que os fatos aconteceram para chegar até hoje. Com um um esporte que tem primado perante várias jogatinas e tem se mantido na calçada da legalidade.

Qual a primera casa de apostas no Brasil e no mundo

Saiba qual a primeira casa de apostas no Brasil e no mundo. A aposta esportiva em corridas de cavalos é tradicionalmente conhecida como um esporte britânico, por ter sido esse país o responsável por popularizar o esporte, mas a história da modalidade remonta do ano 4000 a.C nos países asiáticos. O relato mais antigo, no entanto, está documentado na Ilíada, de Homero. De fato, quando Aquiles organizou uma série de eventos para acompanhar os rituais funerários de Patroclus, morto nos portões de Tróia.

A partir dali a corrida de cavalos passou a fazer parte de todos os carnavais romanos. Depois disso, os senhores na era medieval promoviam disputas entre cavaleiros, tornando a modalidade uma competição. Nesse entremeio, o esporte foi sendo difundido pelo mundo e os britânicos resolveram importar cavalos campeões do Oriente Médio. Outros equinos vieram também da África, isso já pelos idos de 1689.

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Confira qual a primeira casa de apostas do Brasil

Posteriormente, com eles nas terras inglesas, os animais fizeram cruzamentos com éguas da região e geraram animais de grande velocidade e resistência, o puro sangue inglês. No Brasil, o esporte chegou por volta do século XIX, junto com o imperador Dom Pedro II. Aliás, o imperador foi considerado o principal responsável pela disseminação do esporte no país, quando construiu os primeiros clubes para a prática de corrida. Já nesse ponto, denominada de turfe.

Como começou a primeira casa das apostas do Brasil

Inicialmente, os primeiros proprietários de cavalos no Brasil exerciam as duas funções: treinar e correr com os animais. Essa situação logo mudou, pois havia a necessidade de especializar os cavalos e torná-los mais velozes para arriscar no páreo, enquanto a montaria passava a ser atividade exclusiva de um profissional, os chamados Jóqueis.

As primeiras corridas de amadores no Brasil teriam ocorrido na Praia de Botafogo, no Rio de Janeiro, em 1814. Anos depois, um movimento político de apostadores viria a dar origem ao Club de Corridas, inaugurado em 1847. Essa entidade gerou mais tarde, em 1868  o Jockey Club Brasileiro.

No Brasil, a corrida de cavalos é regida por um Plano Geral de Apostas para o Turfe, por meio de lei federal, o que permite ao interessado apostar via pule ou poule, nome popular do bilhete de apostas dessa modalidade. Existem atualmente quatro jockeys clubs distribuídos em quatro estados brasileiros: Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, além de outras entidades espalhadas pelo país.

Certamente, é curioso o fato de que mesmo com a proibição dos jogos de azar em 1946, as apostas nas corridas de cavalo nunca foram suspensas. Isso pode ser explicado pelo público que acompanhava o esporte desde a origem, composto por pessoas de posse. Esse estrato da sociedade fazia parte da alta sociedade paulistana e carioca, inclusive com a presença da classe política.

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Veja qual a primeira casa de apostas do Brasil

Como funciona hoje a primeira casa das apostas do Brasil

O Turfe é dividido por páreo, onde a aposta é feita a cada um dele. A aposta tem uma premiação em dinheiro ao proprietário do vencedor e ao Jóquei dos melhores colocados. Também recebe uma dotação em dinheiro o criador e o treinador do animal. Em páreos especiais e grandes prêmios, o proprietário do animal pode ainda, ao lado do prêmio em dinheiro, receber um troféu.

Além disso, a corrida de cavalos é dividida em diferentes categorias, nas quais cada modalidade foca em uma especialidade comum, que pode ser tanto do animal, quanto do cavaleiro. Os tipos de corrida variam entre montaria – quando são montados pelos Jóqueis – e atrelamento – baseado no modelo antigo, em que o animal é puxado pelas charretes.

Concluindo

Como se pode observar o problema dos jogos de azar no Brasil não atingiu a competição mais antiga da humanidade em termos de apostas esportivas. Isso porque, por incrível que pareça essa modalidade não foi considerada uma afronta a moral religiosa do país segundo argumentado por Eurico Gaspar Dutra na época. Para ele, entrava em outa categoria: a diversão era a principal proposta das corridas de cavalos no início do esporte no Brasil.

Tanto que a profissionalização só aconteceu mais tarde. Em conformidade com o modelo britânico que já traduzia o esporte em apostas e lucros para seus apostadores, treinadores e Jóqueis, tornando a aposta esportiva em uma forma de ganhar dinheiro.

No entanto, por primeira vez em mais de 70 anos, o Brasil está gerando a sua própria legislação em torno das jogatinas e apostas esportivas por conta de gigantescas cifras em evasão fiscal durante esses anos todos. Apesar das autoridades terem recebido assessoria de primeira linha de especialistas nacionais e internacionais em todos os espectros do ramo, não compensa. Um dos principais problemas dessa normativa resultante são as taxas extremamente altas. Isto é, tanto para apostadores quanto para casas de apostas é de 30%. Isto é, se você apostar, perdendo ou ganhando deverá pagar a quantidade imposta que corresponde a uma alíquota do 30% do montante apostado. Continuaremos a lhe informar, acompanhe